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Suicídio: é preciso falar sobre  

O número de casos de suicídio tem aumentado no mundo todo, atingindo todas as faixas etárias e classes sociais, sendo a terceira causa de morte em adultos jovens, perdendo somente para homicídio e acidente de trânsito.

Perder um ente querido é sempre um processo doloroso e muito difícil de superar e aceitar, mas quando essa perda se dá por uma situação de suicídio, os traumas e a inconformidade com a perda costuma ser ainda maior, dando lugar aos mais diversos questionamentos sobre os motivos que levaram a pessoa a tirar a própria vida.

Nos últimos anos diversos casos aconteceram na comunidade brasileira residente nos Estados Unidos. Mas o que levaria uma pessoa a dar fim a própria vida? Depressão? Isolamento? Saudade de familiares e amigos? A falta de adaptação a nova cultura/idioma? Ninguém sabe ao certo, pois não há uma resposta única, mas entre os principais fatores de risco associados com o suicídio estão: transtornos mentais, como depressão, bipolaridade, esquizofrenia; situações como isolamento ou vulnerabilidade social, desemprego, migrantes; questões psicológicas, como perdas recentes, problemas familiares e bullying. O uso de drogas, principalmente cocaína e álcool, também aumenta a impulsividade e, com isso, o risco do suicídio.

Muitas vezes as pessoas que têm pensamentos suicidas têm sede de viver, mas dificuldades em enfrentar os problemas. Querem acabar com a dor, e não propriamente com a vida.

O assunto é tratado como um “tabu”, mas é preciso ser debatido na sociedade como forma de prevenção para que outras pessoas que estejam pensando em morte, realizando planos de se matar, possam procurar o devido tratamento.

O suicídio é uma solução definitiva para um problema temporário, por isso se você identificar pessoas com problemas de depressão, desamparo, desespero e demonstrando desesperança, não o ignore: converse, se aproxime, ouça sem julgar. Oriente a pessoa a pedir ajuda profissional. Você pode fazer toda a diferença na vida de uma pessoa.

 

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